sábado, 31 de outubro de 2026

OUTRA DEMOCRACIA

 




   É certo que todos estamos de acordo que a Democracia pressupõe o respeito pela autoridade do povo mas já não haverá consenso sobre como este é representado nos órgãos de poder. O que para uns constitui uma normalidade, ainda que aparente, para outros esta é uma forma de exercício do poder que pode e deve ser superada. Se uns encaram como legítima e normal o contributo dos partidos políticos e o seu papel, outros vêm a existência do partidarismo como perniciosa e inconveniente chegando mesmo a admitir para estes, quando muito, um papel subalterno e secundário. É assim que o Democratismo surge como um mal político e social advogando o autor outras formas de representação popular mais próximas e mais inteligíveis para as pessoas, menos limitadoras e manipuladoras e mais consentâneas com os seus interesses, cultura e objetivos.  Mário Saraiva é um dos mais brilhantes representantes do «Integralimo Lusitano» e escreveu esta obra numa década de crise e plena de incertezas e indefinições. Esta peça é um forma nova de encarar a política e os políticos e constitui ela mesma uma proposta de organização do poder e da sociedade a ter em conta.